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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Quando me faltar ar na vertical


Quero levar comigo todos os sabores.Todas as pessoas e amores. Quero me apaixonar por mim de novo. Redescobrir-me por dentro d'alma. E mergulhar. Até o ar me faltar. Até a boca abrir e o suspiro me fechar os olhos. Quero me cansar. Não quero descanço. Dos caminhos que escolhi para seguir, gosto daqueles que me fazem perguntas. Que me instigam a mente e a gaveta da memória. Depois, quero morrer livre. Subir alada, calada. Não gosto de susuros. Quero rumores. Menos dores, por favor. Quando eu esvair deixando a terra façam festa. Escrevam prosas e joguem rosas sobre mim. Brancas. Não há quem sentirá falta da mais alta nobreza que levarei junto a mim. Eu apodreço. Minhas palavras adormecem. Mas nunca serão larvas de mim.




6 comentários:

Bruno Velasco disse...

Que esteja distante o tempo da
absolvição, pois ainda há muitos
sabores e mares a singrar em seu próprio oceano d´alma, e se percorresse sua silhueta como quem navega, com certeza se apaixonaria, como um juvenil e excêntrico lobo do mar.

Patrícia Colmenero disse...

Eu apodreço. Minhas palavras adormecem. Mas nunca serão larvas de mim.

Fantástico esse final!
Vejo a nossa semelhança mesmo!Intensas, verborrágicas, melancólicas e trágicas!
te cadastrei nos meus favoritos!
beijos

Patrícia Colmenero disse...

Helena, poste novidades!!
Coloquei um poema novo no meu. Diga-me o que achou, companheira de alma!

Adhil Rangel disse...

adorei...adoro...sempre vou adorar teu talento...
beijo

Drake disse...

O seu talento te faz ver coisas que ainda não eram para você ver. Sempre genial.

Humberto Barros disse...

Drake não é Drake , é um engano.. sou eu seu amigo Humberto barros se enrolando. Tecnologia.
Adorei esse texto doloroso, adorei.

bjs

Humberto