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terça-feira, 13 de julho de 2010

TEORIA DO SORVETE

Hoje mais cedo liguei para uma amiga. Precisava jogar conversa fora, falar de coisa boba, de gente que a gente quase havia esquecido, de acontecimentos históricos, de homens, claro, e dos meus casos inusitados. Ah, os meus casos! Será possível eu ter somente dezenove anos? Minha amiga tem certeza que não. Segundo ela, eu fui registrada na data errada. Nós parecemos ter a mesma idade. Quase os mesmo sonhos. E vivemos uma infância linda com direito a brincar na rua com os pés no chão. Sem medo de carros. De gente doida. Sem medo das horas. E do que iríamos ser depois daqueles bons (e eternos) anos de brincadeira. Só que hoje quando liguei, ela parecia mais madura. Falava com propriedade da sua vida como se em algum momento eu não pudesse estar ali a olhando de perto. Vigiando seus passos, seus defeitos e acertos. E de fato, eu não estava. Acredite: A gente esquece que existem pessoas que fazem parte da gente. Parece estranho, mas a vida é tão imediata que eu, por algum instante me esqueci da minha melhor amiga. Me desculpa, Alline? Eu juro ser melhor. Vou passar a ligar mais vezes. Dar satisfação e te colocar em menos encrencas. Você acredita? Eu sei que não! Eu realmente precisava ter te ligado para lembrar de como eu sou estranha com as coisas. Ouvir você dizer que eu tenho romances de três meses. E que os fatos são sempre os mesmos: Eu conheço um cara, me apaixono por ele e digo que sou a mulher mais feliz do mundo. Até conhecer os defeitos (tão visíveis) que eu não via no sujeito. E descobrir que não existem histórias de amor perfeitas. Até que? O próximo apareça e o ciclo continue. Ah, não!!! Eu realmente achava que somente eu poderia saber disso. Dos meus defeitos e dos meus amores mais malucos que eu. Mas se não bastasse o romance de três meses ela me vem com a tal teoria do sorvete. (?)

– Helena, você sempre foi assim. Desde criança você era compulsiva. A sua casinha de boneca tinha mil objetos. As suas barbies tinham inúmeras roupas. E (gente, eu não acreditei) até o seu sorvete era enorme.
- O que? O meu sorvete?

-É. Todo mundo servia duas bolas. Enquanto você quatro. Com direito a coberturas e balinhas. Era enooooooorme.

Morri. Como assim? O sorvete que eu comia já falava por si só? Isso é não coisa para se pensar. Mas o pior é que é verdade. E para completar, eu nunca guardava os brinquedos no lugar e nem tomava o sorvete todo.
Pronto, está aí à teoria do sorvete: Eu encho o pote, deixo tudo bem colorido, atraente, como pelas beiradas e nunca termino.

Quer saber? Melhor deixar as coisas entendidas dessa forma. Se eu quiser ser feliz em três meses eu vou ser (e ela sabe que vou). Se eu quiser encher o pote para jogar fora, ninguém vai me impedir. Ser compulsiva às vezes é bom. E serve para suprir um tanto de mimos. E saber que as amigas de verdade comparam seus erros a um simples sorvetão.

Valeu, Alline!!!
Tirando seus sabores de fruta a gente tem tudo a ver!
... Pra toda vida!



17 comentários:

Vick disse...

Helena, adorei a teoria do sorvete viu ! o que rola é isso mesmo. rs Muito booom (:

Anônimo disse...

Não sabia que compulsão, um transtorno psicológico, fosse uma qualidade... é parece que o mundo virou mesmo do avesso...

Lívia disse...

ow...Amei a teoria do sorvete!!E realmente essa é vc..Enche o pote..e ñ termina o q começou!=)

Anônimo disse...

Ela é assim desde pequena..
movida, de impulsos, e pulso
firme, diga-se de passagem..
suas palavras,como sua alma é nua
sorte de quem saboreia a vida
de maneira,que nós saboreamos não é msm? te amo helena
"mas é que ela mora na janela
junto ao seu gato, e um misterio
desenha um rabisco no caderno
espia um belo eterno"..

Alline disse...

Ela é assim desde pequena..
movida, de impulsos, e pulso
firme, diga-se de passagem..
suas palavras,como sua alma é nua

"mas é que ela mora na janela
junto ao seu gato, e um misterio
desenha um rabisco no caderno
espia um belo eterno"..

Helena de Oliveira disse...

ai, gente eu MEREÇO esses anônimos!

Tata disse...

Nossa, faz tempos que nao passava por aqui.. mas este eu tenho que comentar né? AMO tudo que vc escreve, mas este... que criatividade Helena! ADOREI!!!

Anônimo disse...

vc MERECE mesmo os anonimos e isso não é mera homonimia... nem sinonimia.. apenas uma verdade crua, carniça exposta ao sol...
vc é assim... vazia que não se esvazia...

Helena de Oliveira disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!
Continua que eu tô gostando...

Helena de Oliveira disse...

O que mais me assusta é saber que alguém tem coragem de ler esse texto enoooooooooorme só para falar mau do que eu escrevo e de mim.

MAS EU ADORO!

Bel Tomich disse...

Querido Anônimo,

Helena escreve muito bem,
se vc não gosta dos textos, ou não gostou desse, vai uma dica:
APENAS Não leia!
Guarde suas opiniões para vc mesmo.!
E em relação a ser uma pessoa
vazia, olha, eu não te conheço
(nem quero.. rs)e não tenho a
mínima idéia de quem seja vc, mas so por estes posts mostra que quem
e vazia eh vc! E alem de vazia
eh uma sem o que fazer, pq
para ler um texto desse tamanho
so para criticar. Meu bem, vc e
muuuuito atoa.. rs!

Anônimo disse...

HAHAHAHAHAHAAHAHAH!

O pior é que eu nao disse que esta mal escrito ou bem escrito.. não critiquei o estilo, ou gênero. mas tomei nota do conteúdo! E aliás, quem escreve e publica está sujeito a críticas, seja elas elogiando ou não o que é escrito. um autor que não se sujeita as críticas, não merece ter reconhecimento algum!
atacar o autor da critica, ao invés da crítica é típico de quem nao tem argumentos, mas mente pequena! e sim sou vazio, tão vazio quanto vc e qualquer outro que por aqui passar, vazio como essa sociedade asquerosa, como cada palavra proferida por vc, que é superficial e casca, fede a mentira e desconhece qualquer relação verdadeira, apenas pautada pelo solipsismo de seus interesses.
Não se preocupe com quem já está morto. se preocupe em se curar de seus transtornos e ser menos tola e mediocre e mais esperta.
Quanto a suas amiguinhas escrotas e burguesas, que elas ao menos saibam o significado das palavras que escrevem, porque francamente não passam de sepulcros caiados, de esgoto à céu aberto. gente sem cultura, cobras venenosas, mais mediocres por ter um vocabulário parco, por pertencer a uma geração corrompida, movida pelo consumismo e pelas ondas incessantes da ganância! gente porca, nojenta! e não merece mais do que ser pisada e escravizada pelas suas vontades torpes!

Carolinie disse...

VOU FAZER DAS PALAVRAS DO 'BEL TOMICH' AS MINHAS:

Querido Anônimo,

Helena escreve muito bem,
se vc não gosta dos textos, ou não gostou desse, vai uma dica:
APENAS Não leia!
Guarde suas opiniões para vc mesmo.!
E em relação a ser uma pessoa
vazia, olha, eu não te conheço
(nem quero.. rs)e não tenho a
mínima idéia de quem seja vc, mas so por estes posts mostra que quem
e vazia eh vc! E alem de vazia
eh uma sem o que fazer, pq
para ler um texto desse tamanho
so para criticar. Meu bem, vc e
muuuuito atoa.. rs!

E COMPLETO: ALÉM DE ATOA, VOCÊ É INVEJOSA... IN-VE-JO-SA!
"...Para você que deseja a desgraça alheia! Cure esse coração ou marque sua sessão de descarrego antes que o inferno mande a conta!"

Carolinie disse...

MEUS PARABÉNS, Helena!
TUDO, absolutamente TUDO o que você escreve tem o seu jeito e sinceramente eu a-do-ro, pois você é verdadeira e é isso que as pessoas procuram. Mulheres verdadeiras, que como você mesma diz:"que dão a cara a tapa."
MEUS PARABÉNS, mais uma vez...
Você merece muito sucesso.
"_Poder escrever não é um Dom. É talento lapidado. E talento não nasce, aflora."


Um beijo

Anônimo disse...

Vc anônimo..
Um recadinho..
melhor
uma dica
arruma um amor..
acho que é disso que vc
está precisando..

Helena de Oliveira disse...

''tão vazio quanto vc e qualquer outro que por aqui passar,''

opa! nos identificamos por aqui! Afinal, você sempre vem...


obrigada, meninas! Vocês são demais!

Eu gosto desse vazio anônimo que me sugere num tom amargo alguma melhora. Vou ser melhor!

Helena de Oliveira disse...

''é superficial e casca, fede a mentira e desconhece qualquer relação verdadeira, apenas pautada pelo solipsismo de seus interesses.''

O meu egoísmo ou a minha solidão fazem parte do que escrevo, isso é um fato. Ou seja, é de meu interesse (e pelo visto do seu). Eu não nasci para dividir minhas verdades. Elas apenas me pertencem. Engulam-as quem quiser. Salve-se quem puder!

Qualquer pessoa tem vulnerabilidade para a compulsão. E é claro que eu não escrevi um texto para falar sobre transtornos obsessivo-compulsivo e suas complicações. Aqui não se fala em patologia. Nem muito menos das minhas amigas. Ah, gente! Fala sério...