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segunda-feira, 17 de maio de 2010

morosamente (e o tempo)


Tela de Jocelino Soares

Escondeu ali dentro algo que ilumina. Tem função de nortear. Tem asas e tem raízes. Lá no fundo tem um mistério, algumas casas, discos, sangue e telefone. Um instante quase vivo. Existia, naquele espaço, uma tradução singular movida de amores e ternos recomeços. Cheiro de infância e gosto de princípio. Dessa vez não era a palavra, ela nem existia. Talvez uma solidão já conhecida. Ou uma vida desprovida de outras. Um ligeiro soluço e ruas que levam sempre ao mesmo lugar. Um bar. A igreja. Uma rua. Uma bicicleta. A vida em cima da torre. Equação sacana. Uma cidade na imensidão que existia em mim e num mundo tão meu. Tão perto, escondendo olhos de ressaca. Mostrando as mãos vivas. Um intervalo, um rock, aquela verdade inusitada e toda expectativa já conhecida. Havia um sorriso ligeiro e uma vida que não se esbarra. Uma árvore escondendo sombra e um boi no alto a pastar. Água, saudade, um céu para olhar.

2 comentários:

Amanda disse...

LINDOOO!

Rafael sem h disse...

a........................................................................................................................................................................................























minha reação: boca aberta.