n° de visitantes

Leitores

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Porque há o direito ao grito. Então eu grito. (Lispector)

Eu queria escrever um texto-escândalo. Não um texto mais ou menos, meia boca, esculhambado. Um texto que falasse do que eu sinto ao invés de me deixar falar por mim.
Mas esse texto é para me fazer rir. Porque eu FELIZMENTE não consigo ser mais triste que feliz. Inclui-se nesse também que não gosto de pessoas lânguidas.

Acontece, que um texto vomitado, descarado, lambido nas beiradas não é para qualquer um ler. Tem endereço certo. Tem vontade de dizer sem meias palavras. Vontade de mostrar e dar a cara à tapa porque, meu amor, eu não suporto gente que vive em um eterno ‘’tudo-está-ruim’’.

Nunca escrevi tanto texto desabafo como nos últimos dias. E confesso que não é meu tipo falar na cara. Eu quase nunca falo o que realmente acho. Sei lá, meu jeito. Mas minha vontade agora é de descer do salto, fazer um rabo de cavalo e lascar aquele tapa na cara! COM VONTADE!

Se você não gosta de mim, me apaga. Me deleta da sua tela. Não me ligue mais. Mas por favor some de vez. Desaparece. E se (por acaso, ai ai) você era minha amiga é melhor fingir que nunca me viu antes. (Se você não entendeu como era para entender faça de conta que estou te fazendo um pedido).


Porque eu não tenho tempo. Eu não tenho saco. Não tenho a mínima vontade de ser o que você é. E claro, gosto de mim assim: Mais má que boa (com você). Que fique dito e explícito em letras garrafais e fluorescentes: Obrigada, meu mundo é bem maior que o seu!
Ah, não! Uma coisa que não poderia existir é gente burra. Gente que acha que a vida do outro é mais colorida. Que vale a pena se esgotar por dinheiro. Deixar de amar por não ser amado. E ainda por cima fingir que é feliz. Fingir. Porque está na cara. Você está envelhecendo por isso.

Você, querida, queria viver a minha vida. Ou sei lá, de qualquer outra pessoa normal. Quer um dica? Dê um passo para trás. Quem sabe o que você está buscando não ficou guardado no tempo. No tempo que você jogou fora enquanto achou que estava vivendo. Eu não quero seu mau. Eu não te quero pra mim. Eu dei meu passo para trás, voltei. Achei que precisara, mas não te encontrei. Nem ontem, nem hoje, nem nunca mais.




... às vezes é preciso ter a sensação de dar um tapa na cara. Mesmo que seja nas entre-linhas.



5 comentários:

Fabiana Farias disse...

Esse é sim um texto-escândalo.
Parabéns.

LITERATURA GRACIA CANTANHEDE disse...

http://literaturagraciacantanhede.blogspot.com/

ESTOU SEGUINDO SEU BLOG ENTRE NO MEU E ME SIGA TAMBEM,ABÇ

Rafael sem h disse...

nossa! Que escândalo!

O SEGREDO DOS ESCRITORES disse...

show de bola!!!

Manuel Rodrigues Pereira disse...

Hoje fiz a minha primeira visita a este blog. Gostei.
Vou manter-me atento.