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sábado, 1 de novembro de 2008

Palavra morta


Escrever é uma arma que uso contra ou a favor a mim. Sentir é armadilha e surpresa ao mesmo tempo. Sinto para ser. Escrevo porque sou e sinto. Absorvo o tempo a meu favor e escondo as mágoas que não merecem minha alvorada de cada dia. Pensei, certa vez, que o simples desejo de ser letras fosse um vício desnudo e sujo. Ainda hoje, penso sobre meus passos, que as letras só servem para serem lidas. Um dia - poetas não adiatam negar! - tudo que escrevemos ao sentir será esquecido. Friamente. Assim como todo corpo vai para o infinito e se torna lembraça. A lembrança sempre será lembraça. E nada mais. E assim será com as palavras soltas que uni ao longo da vida. Até descansar. Eu e minhas palavras ditas ou escritas. Vivas ou mortas. Seremos nós enquanto vida... ao cair sobre a terra quente que o homem maltratou, seremos nós enquanto morte.

2 comentários:

Elandia disse...

Texto simplismente entorpecedor...
Cheio de um lirismo realista e vivo e cotidiano!

Lindo!

natygoodgod disse...

nuuu, muito lindo ! =)