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segunda-feira, 24 de março de 2008

In-vestido

Hoje andei sem rumo
levada pelo frio
andando ao vento
sem vestido
Vestindo
dias nublados
amargos
mágicos
Ventos fazem
do dia
eu-lírico e melodia
para ouvidos dispidos
Noites inteiras
sem sentido



Porque hoje o vento bateu na porta. E eu tive um arco-íris de memórias.

3 comentários:

Corvus Corax disse...

É que o vento é a constante
que, inconstante, vem nos visitar,
e mistura tudo:
o que se pensa,
e o que não se escolhe,
resquícios,lembranças, fantasmas,
tudo,numa sopa de etecéteras...

Eduardo SAbino disse...

Helena... confesso que me surpreendi agora... vc não é mais uma neste ciberespaço. Seus versos sao bem talhados, fogem do lugar comum.. vao no limite do significado das palavras.. gostei muito... e voltarei aqui mais vezes, obrigado pela indicação. bjs

Asas do tempo disse...

...
a mistura de sensações... a intensidade do que a envolve...
o vento que essencialmente se faz desprendido te acamponha, apesar de tua veste ser de lembranças que te prendem...
bonito escrito. gostei.