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quarta-feira, 12 de março de 2008

Decompondo

Entranha a noite
a fora em vida
Solução armadilhas
Já nem temo ilha perdida
No escuro a lua
clareia a morte
Emboca rimas
os tais rumores
morando ao lado
quase perdidos
em milhas finas
dos caminhos em noite
fria que rima
quente descontente
afagos de peito morto

Ocila o tempo
na pele de quem teme
aquele enfermo descrente
Mastiga em mente
os vasos se sangue
dantes pulsantes
A morte esverdeada
empregnada à frio
escurece os lados
ao tempo não remediado
(...)

Naquela vida eu era branca.
Morrendo eu vi todas as cores
e o tal desfecho
do transparente.

Morrer fora lindo.

Um comentário:

Mahatma Fortes disse...

Te entrego o meu peito como aquele que já perdeu a alma de vista para alimentar-se da tua poesia. Querida amiga, queria a tua presença perto da minha, e se a distância não o faz, a palavra aproxima.

Mantenho você aqui no peito, encravada, quem sabe assim a tua alma desnuda a minha, para junto navegarmos num oceano de rimas.

Adoro-te!