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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Entre teu colo meu útero

Foto: Melissa Andreata
Não vou fazer rimas dessa vez. Nem chorar no meio do poema. Agora quero períodos menores e o falo no peito. Atentando-me a boca rosa. Eu tive duas escolhas naquela noite. Atentar-me ao álcool ou eliminá-lo através do gozo de uma risada. Das duas uma. Uma noite inteira me valeu. O coração nu disparou quando sentiu adentrar no útero as ligas de sangue quente. E foi com as ligas que me liguei o quanto gostava de ver aquele rosto pedir mais o seu próprio extermínio. E como eu exterminava! A barriga estava gelada. O coração mais nu que sempre. Os pés retorcidos. A cabeça sem cabelos. Não sabia se era bom ou ruim. O que me vale às vezes falha. E dessa vez não teve falhas. A cada arregaço ria até as pernas doerem. Minha face crítica, de cadela, insinuava a malícia de uma garota de dezesseis anos. E um novo extermínio começara. Não tinha tempo pra pensar em hipocrisia ou citações para quem fode mulher culta. Tudo foi eliminado. Inclusive todo líquido do meu corpo. Senti minha alminha magra e nua despedaçada. Quebrando a rotina de dar prazer por vício e recebendo prazer por gosto. Daquela noite a este dia me refaço em ligas e retomo a forma exclusiva de quem sabe exterminar. Com armas. Com licença poética e um cacete para brincadeiras.

3 comentários:

Ludmilla Lisboa disse...

Ai Lena,ADORO MUITO O QUE VOCÊ ESCREVE!

Me identifico em tantas coisas que escreve,e que sinto mas que são expressas por você.
=)

hahaha Juquinha rula total hãn?!
x-D


beeeeeeejo.

Inccubus disse...

NOSSA! Vou te falar a verdade....


Que relato intrigante! Que curiosidade.... parece que com essas poucas palavras vi um filme de 3 horas.. de uma so cena de sexo!


PERFEITO!

EXTREMAMENTE EROTICO!

dentinho disse...

um drama sobre um ser que nao encontra sua alto-confiança?

mto bom mesmo heimm...

bjao