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quinta-feira, 23 de abril de 2009

vírgula

Hoje, chamo de passo aquilo tudo que sonhei. Talvez eu queira mesmo escrever que eu estou sentada. Que eu estou mais calma. O tempo se fez verdade com pouca espera. Mas não se faz sempre. Foi nesse caso, em que eu me casei com a minha vontade de ser. Fiquei mais leve de certo dia pra cá. Sentei nas nuvens, estou vendo tudo aqui de cima. Harmonia de quem nunca foi servida de nada igual. Homeostase. Andando no mesmo ritmo que parei, sinto que é mais real. Menos a minha cara, mas real. Virei artista na corda bamba. Impulsos e insultos. Meu mar sem corais. Vou ver o por do sol porque a vista de onde estou é linda por demais. Virei sorriso de palhaço bobo. No cais, no circo, no céu ou perto do mar a solidão virou paz. E o importante (ou restante!) é fazer do preto, branco. Penso que reviver seja bom quando a agonia não empresta a memória. Com meus dias de flores tudo é mais claro que qualquer sorriso ou amores.

Um comentário:

Elandia disse...

Ando me sentindo assim estes dias...
Tão leve, tão leve...

Que quase não me sinto no mundo!